Área Restrita

02/08/2010

Unificação de máquinas completa um mês

A unificação dos terminais de operação com cartão de crédito, que completou um mês no dia 1º de agosto, já apresentou economia para os lojistas de Belo Horizonte. De acordo com pesquisa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) realizada com 200 lojistas no período de 26 a 29 de julho, 56,45% dos entrevistados conseguiram negociar descontos com as operadoras de cartões de crédito. Os que ainda não conseguiram negociar (43,55%) alegam como dificuldades: pouca variação nas taxas, número pequeno de vantagens, demora em recolher as máquinas e tempo de espera.

Neste primeiro mês de unificação, 22,73% dos entrevistados já observaram economia de aproximadamente 5%. Economia de 6% a 10% foi observada por 4,55% dos entrevistados. Em seguida, 1,52% dos lojistas conseguiram economizar de 11% a 15% e também 1,52% afirmaram que a economia ultrapassou 16%. Segundo 69,7% dos entrevistados ainda não foi observada nenhuma economia. Para o presidente da CDL/BH, Roberto Alfeu, a economia está na diminuição do número de máquinas e nos descontos conseguidos junto às operadoras. “Por cada uma das máquinas, o lojista paga em média, um aluguel mensal de R$ 110”, disse. “Além disso, tem a taxa de administração cobrada pelas empresas de cartão de crédito que no Brasil é, em média, de 4% ao mês, enquanto que na maioria dos países ela fica em torno de 2%”, completou.

Satisfação – A pesquisa apontou ainda que 77,22% dos entrevistados estão satisfeitos com os resultados da unificação das máquinas de cartão de crédito. O restante (22,78%) que não se sentem satisfeitos apontaram que ainda não observaram resultados com a unificação.

De acordo com 42,86% dos lojistas entrevistados, eles continuam a trabalhar com as mesmas bandeiras. Em seguida estão 14,29% dos lojistas que começaram a trabalhar com a bandeira Visa; 12,09% com a Mastecard; 12,09% com o American Express; 7,69% com o Diners Club; 5,49% com a Aura; 4,4% com o Hipercard.

Economia – A unificação dos terminais deve representar uma economia anual de R$ 120 milhões para o comércio de Minas Gerais. No caso de Belo Horizonte, a economia estimada é de R$ 19,2 milhões. “Essa expressiva economia anual vai representar menores custos para os lojistas que, consequentemente, poderão contratar mais, realizar novos investimentos e até mesmo diminuir seus preços em relação aos concorrentes”, afirmou Alfeu.

No Brasil, a indústria do setor de cartões de pagamento apresenta alto grau de concentração. Visa e Mastercad, juntas, dominam mais de 90% dos cartões ativos (débito e crédito). A unificação dos terminais de operação vai também ampliar as oportunidades de entrada de um novo cartão no mercado, aumentando a competitividade entre as empresas o que, certamente, vai resultar em menores preços do aluguel das máquinas. 

Fonte: CDL BH.
 


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