Área Restrita

29/07/2010

Unificação das máquinas é lenta

Prestes a completar um mês, a locação das máquinas de cartão de crédito e débito unificadas ainda engatinha. Conforme a Sondagem de Opinião - Mercado de Cartão de Crédito x Varejo,  75% dos entrevistados aguardam melhores propostas das credenciadoras - que aliem redução de encargos a maiores investimentos em tecnologia - para fechar o contrato.

De acordo com a sondagem, 82% dos lojistas já optaram por alguma operadora de cartão. Já 18% ainda esperam a reação do mercado e a possibilidade de negociação favorável para locar o equipamento. Segundo a coordenadora do Departamento de Economia da Fecomércio Minas, Silvânia de Araújo, apesar da maioria ter escolhido alguma credenciadora, as empresas ainda não fecharam contrato formal.

A pesquisa ainda indicou que 28% dos entrevistados levaram em consideração a tecnologia moderna, sobretudo nas datas comemorativas, para escolher a operadora. O número de lojistas que apontou o aluguel da máquina com ponto fundamental para a decisão também foi de 28%. Em seguida está a isenção de taxas e tarifas de acordo com o volume de transações (19%), melhor atendimento/serviços de instalação e manutenção (14%), descontos em taxas cobradas por volume de transações (4%), redução do prazo de recebimento (2%), prazo de carência para pagamento de taxas e tarifas (2%) e condiciona volume de compra a prazo (2%).

Segundo 87% dos entrevistados, a concorrência entre as credenciadoras tende a beneficiar o varejo. Dentre as principais vantagens citadas estão a formação de preço mais justo (49%), bom momento para negociação (27%) e regulação do sistema pelo Banco Central (BC) (16%). "O aumento da conconrrência tende a reduzir os custos e incrementar as propostas que estarão mais atrativas aos lojistas", afirmou Silvânia de Araújo.

Embora algumas propostas tenham sido feitas aos lojistas, as principais taxas não tiveram modificação. Conforme 86% dos entrevistados os encargos do cartão de crédito e débito não foram reduzidos. Além disso, 94% dos lojistas não experimentaram alterações contratuais com as credenciadoras.

De acordo a sondagem, 86% dos entrevistados não planejam aumentar o prazo de financiamento concedido aos clientes. Já 14% têm a intenção de dilatar o prazo: 50% de 6 para 10 vezes, 25% de 4 para 12 vezes e 25% de 3 para 6 vezes. Para a coordenadora do Departamento de Economia da Fecomércio, o parcelamento das compras são uma forma de atrair o consumidor. "Com isso, há um aumento no volume de vendas principalmente pelas compras realizadas por oportunidade", avaliou.

A pesquisa também apontou que 73% dos lojistas consideram prejudicial ao varejo as altas taxas de juros cobradas pelos emissores de cartão sobre o pagamento mínimo da fatura. Para 35% dos entrevistados, o fator reduz o poder de compra do consumidor. Já para 30% penaliza o consumidor desinformado. O risco de inadimplência (29%) também foi citado.

Preços diferenciados para consumidores que efetuarem pagamento com dinheiro ou cheque foram aprovados por 59% dos lojistas. O setor calçadista, de artigos de viagem, de vestuário e de eletroeletrônicos foram os que mais apoiaram a ideia, com 7,9% cada.

Fonte: Diário do Comércio, publicado em 29 de julho.


 


Indicar esta noticia
Agenda do Presidente Twitter Facebook Flickr Youtube Podcast Fale Conosco

Av. Silviano Brandão, nº 25 – Sagrada Família - CEP 31030-525 BH/MG
PABX (31) 2532-3300 – E-mail: fcdlmg@fcdlmg.com.br

webmais