Muitas vezes já se ouviu perguntar, até mesmo em comerciais de TV: “onde você quer estar daqui a cinco anos?” Tudo bem, isso é importante. Nos ajuda a acordar para o fato de que precisamos de metas se queremos, de fato, crescer em uma atividade ou relacionamento. Ajuda também a lembrarmos que a única coisa constante que existe é a mudança. Mas “cinco anos?”, dez anos?”. É importante ter como referência, períodos longos como esses, mas não se pode estacionar neles. Vamos também encurtar esses períodos aí. Perguntemos: “onde eu quero estar daqui a três meses? E daqui a seis meses? E no início do ano que vem?”.
Além de se perguntar onde ser fundamental é preciso perguntar como, porque não temos que nos preocupar somente com a atual situação em que a gente vive, mas também a qualidade dela.
É claro que, para que a resposta para essas perguntas realmente tenha efeito na nossa vida, precisamos ter um objetivo concreto: aumentar a loja, abrir um novo estabelecimento comercial, contratar mais funcionários, fazer um curso profissionalizante, ter um filho, fazer uma pós-graduação, viajar, entrar para uma faculdade, ajudar instituições de caridade, emagrecer. Enfim, a lista pode ser infinita, mas nós temos que ter um horizonte, desde que se lembre de procurar colocar um alfinete nesse horizonte. Pregá-lo na terra, para tenhamos chances reais de alcançá-lo.
Precisamos de metas na vida, ou ficamos como um barco a velas sem timoneiro, onde o vento leva para onde quiser, ou tomamos o timão e colocamos um motor no barco, já que às vezes é preciso ir contra o vento. É muito poder colocado nas mãos do vento. Às vezes é preciso recuar dois metros para avançar dez logo em seguida.
Seja qual for a sua resposta, imagine-a como uma linha. Agora imagine a palavra satisfação como sendo uma outra linha. Depois, como em um gráfico, procure fazer essas duas linhas se encontrarem. Quanto mais pontos se encontrarem, mais prazer e sensação de certeza e utilidade você tende a experimentar. Mas se elas não estiverem se encontrando, talvez seja bom fazer as contas novamente. De repente vale começar a pensar de trás para a frente: “onde essas linhas vão se cruzar? Um mês? Seis meses? Um ano?” Aí você vai mexendo-as com as mãos. Esses movimentos se chamam trabalho, estudo, descanso, saúde, bons relacionamentos e muitas outras coisas boas.
José Barboza
Presidente CDL Betim
Fonte: CDL Betim
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