Metade dos consumidores que irão presentear no Natal devem usar o 13º nas compras

Belo Horizonte | Terça-feira, 21 de novembro de 2017 - 11h 19 - Atualizado às 11h 48

Entre os que não vão gastar a renda extra com o Natal, principal destino será economizar e pagar dívidas. 41% pretendem fazer bicos para comprar mais presentes

A chegada do 13º salário representa um bom reforço financeiro no bolso dos brasileiros que o recebem, num período em que tradicionalmente os gastos aumentam pelas celebrações de fim de ano. Ao mesmo tempo, serve como estímulo considerável para o comércio, ajudando a alavancar as vendas. Ainda que seja aconselhável analisar as finanças cuidadosamente antes de ir às compras, uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais mostra que cinco em cada dez brasileiros que vão comprar presentes no Natal (49%) pretendem utilizar o 13º nas compras, sendo que 45% pretendem utilizar apenas uma parte e 4% todo o valor.

 

 

Há ainda 12% que não pretendem gastar o 13º salário com presentes de Natal. Considerando aqueles que não utilizarão todo o valor do benefício com as compras, 26% têm a intenção de poupá-lo, 25% planejam utilizá-lo para quitar dívidas e organizar a vida financeira e 11% para pagar os impostos de início de ano.

 

 

“Para que seja feito um bom uso deste dinheiro extra, recomenda-se planejar o seu destino. O ideal é estabelecer prioridades, sendo que o pagamento de dívidas deve ser a primeira delas”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. “Depois de pagas, uma boa ideia é estimar os gastos que aparecem em todo início de ano, como IPVA e IPTU, matrícula, uniforme e material escolar, dentre outros. A quantia remanescente, por sua vez, pode ter dois fins: constituição de reserva financeira e utilização nas compras de presentes para o Natal e celebrações de fim de ano”, explica.

 

 

Para o educador financeiro do SPC Brasil e do portal “Meu Bolso Feliz”, José Vignoli, mesmo quem está com as despesas em dia precisa refletir sobre o melhor uso deste dinheiro extra. “Poupar e aplicar parte dos recursos são hábitos que fazem muita diferença, seja para realizar sonhos ou para uma aposentadoria mais confortável. Quem ainda assim decidir que o melhor é comprar presentes deve tomar algumas precauções, como optar pelo pagamento à vista, pesquisar preços e evitar ao máximo o endividamento.”

 


41% farão bicos para gerar renda extra e comprar mais presentes

 

A pesquisa do SPC Brasil também mostra que 41% dos entrevistados pretendem fazer bicos ou outras atividades para a geração de renda extra com o objetivo de comprar mais presentes ou presentes melhores, principalmente quem tem entre 18 e 49 anos e as pessoas das classes C, D e E (45%).

 

 

De acordo com Vignoli, além de aumentar o valor disponível para gastar nos presentes e na ceia de Natal, essa estratégia ajuda a fugir do endividamento. “Se o consumidor já comprometeu o recurso com outras finalidades, mais um motivo para tentar ampliar a renda. Assim, evita-se fazer novas dívidas que seriam pagas por vários meses ao longo do próximo ano”.

 

 

Metodologia

As entrevistas se dividiram em duas partes. Inicialmente ouviu-se 730 consumidores nas 27 capitais para identificar o percentual de quem pretendia ir às compras no Natal e, depois, a partir de 611 entrevistas, investigou-se em detalhes o comportamento de consumo no Natal. A margem de erro é de no máximo 3,6 e 4,0 pontos percentuais, respectivamente. A uma margem de confiança de 95%.



Baixe a íntegra da pesquisa aqui.

 

 

Em Minas Gerais, 48% dos Entrevistados irão às Compras

 


A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais (FCDL-MG) mediu em Minas Gerais a intenção de consumo para dezembro. O estudo mostrou que, no mês, 48,0% dos consumidores do Estado pretendem ir às compras, o maior percentual desde o início da pesquisa.

 

 

“Isso é o efeito do Natal, somado aos ganhos no ambiente macroeconômico, como geração de emprego, inflação em queda e redução das taxas de juros. Mas o que mais importa neste caso são os indicadores de inflação e emprego, porque se o consumidor está empregado, ele tem confiança para atender aos seus desejos”, avalia o analista de Inteligência de Mercado da FCDL-MG, Vinícius Carlos da Silva.

 

 

Influenciados pela data, roupas (14,5%), Supermercado e Hipermercado (12,3%), Perfumes e Cosméticos (10,1%) e brinquedos (8,0%) aparecem como os principais produtos na lista de intenção de consumo do mineiro em outubro.

 

 

O restante dos consumidores do Estado (52,0%) mantém os investimentos como a prioridade para o mês. Nesse grupo, a poupança lidera a preferência e é a opção de aplicação de 63,6% dos mineiros. Em seguida aparecem fundos de investimento (15,9%), previdência (11,4%), tesouro direto (6,8%), capitalização (2,3%) e ações (0,0%).

 

 

Confira a íntegra da pesquisa MINEIRA aqui.

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