Termômetro para o Natal

Belo Horizonte | Segunda-feira, 6 de novembro de 2017 - 9h 45

Como já sabemos, o Natal é a melhor data para o varejo. Mesmo com os sinais de recuperação econômica, o consumidor permanece cauteloso. Assim, cabe ao lojista entender essa mudança de perfil e iniciar, o quanto antes, as campanhas de Natal com foco na atratividade, na fidelização dos clientes e nas estratégias pós-vendas para garantir o sucesso dos negócios.

 

 

Um grande momento para verificar o que fazer, quais estratégias manter e apostar na inovação, é justamente no ato da consolidação dos resultados das vendas da comemoração do dia das crianças. Tais números mostraram o que deu certo e o que não deu, o que refazer e o que manter. Saber essas diferenças é conhecer o próprio negócio e fazer dele o melhor dos melhores.

 

 

Não podemos ter aversão aos números e o que eles nos querem mostrar. Não adianta ficar chorando as mágoas se não balizarmos as estratégias sobre os fatos concretos. Estão certos aqueles que falam que sucessos passados não são garantias de sucessos futuros. Todavia, temos que partir de um ponto. Exatamente aquele ponto que nos mostrou as fraquezas e as forças dos esforços feitos para um evento, uma comemoração ou, simplesmente, para o dia a dia de nossos negócios.

 

 

Conforme as pesquisas de mercado, o dia das crianças contribuiu para um aumento de 5% a 7% no faturamento. Assim, surgem as perguntas: Houve alteração do cenário econômico? Atendi as preferências do consumidor? Quais foram as estratégias que levaram a este aumento? Se houve perdas, o que foi feito para contornar a situação? E não para por aqui! Esses questionamentos devem estar presentes em todas as etapas da dinâmica empresarial.

 

 

Com todas as respostas em mãos e com a consolidação dos resultados, o que o empresário tem é uma fotografia de seu negócio naquele momento e que poderá ser repetido em uma data comemorativa mais forte: o Natal. Essa fotografia, na verdade, é um termômetro de vendas. Trata-se de uma ferramenta importante e indispensável, capaz de dar ritmo a qualquer negócio. Por exemplo, no dia das crianças e no Natal, um dos setores mais procurados é o de brinquedos. Em seguida, figuram vestuário, calçados e eletrônicos.

 

 

Em 2016, segundo pesquisas da FCDL-MG no Estado, o dia das crianças foi o dia de dar lembrancinhas e presentes de pouco valor agregado. Já em 2017, com todas as melhoras observadas no cenário macroeconômico, principalmente o retorno da criação de empregos, o dia das crianças foi de presentes do momento, tais como a “baby alive” e as “nerfs”, sendo estes brinquedos de alto valor agregado e que são sensações do momento. Isso mostra que, além do consumidor estar mais consciente e mais disposto às compras, também há uma demanda reprimida pela recessão econômica. Temos que driblar isso, concordam?

 


Com todas essas informações em mãos, podemos concluir que o ticket médio aumentou, mais pessoas circularam nas lojas, os produtos que fizeram sucesso foram os do momento, o número de presentes aumentou, o consumidor procurou novas experiências, a temática da loja contribuiu com a atratividade, a flexibilidade nas formas de pagamento pesou positivamente para a efetivação da venda, dentre outras inferências. Todo esse emaranhado de fatores evidenciou que as estratégias estão no caminho certo para o ambiente atual e suas particularidades. E por que não continuar a segui-las?

 

 

Vale lembrar ainda que, no dia 24 de novembro, teremos a Black Friday 2017. Esse é um ótimo momento para vender e também testar as estratégias antes do natal. Segundo uma pesquisa da CNDL, três em cada dez empresas brasileiras (35%) devem aderir à Black Friday. Três em cada dez empresários (28%) acreditam que as vendas no Black Friday 2017 serão iguais às do ano anterior e 18% acreditam que serão melhores. Entre os que irão participar, apenas 21% já investiram ou irão investir no estabelecimento para o evento, sendo promoções para aumentar as vendas (46%), ampliação do mix de produtos (30%) e investimento em propaganda da empresa (28%) as estratégias mais recorrentes. Quantas oportunidades, não é mesmo?

 

 

O norte é manter o que está dando certo com um grau de inovação. Afinal, não podemos ficar estáticos no tempo. Tudo é novo. O consumidor mudou juntamente com todas as nossas bases econômicas e, principalmente, nossas convicções políticas. O trabalho honesto, íntegro, inovador, sustentável, flexível e unido é o que fará a diferença nos dias de hoje. Identificar o ouro escondido nas entrelinhas dos números é a chave do sucesso. O termômetro está latejando no topo. Você vai querer ficar fora dessa?

 

 

Frank Sinatra

Presidente da FCDL-MG

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