A conciliação como meio de evitar conflitos judiciais

Belo Horizonte | Quinta-feira, 5 de outubro de 2017 - 16h 49

Vivemos em uma cultura de que todo conflito necessita passar pelo Poder Judiciário para ser solucionado. Em muitos países essa cultura tem sido transformada e, atualmente, a conciliação é considerada a melhor saída. Mas, para começarmos essa conversa, é importante entender o que é a conciliação, certo? Vamos lá!

 

 

Conceito


A conciliação extrajudicial, pré-processual ou preventiva ocorre quando as partes interessadas, antes da instauração do processo, participam de uma audiência conciliatória, visando encerrar o conflito existente, de forma a não precisarem solicitar a intervenção estatal por meio do Poder Judiciário.

 

 

Essa audiência conciliatória pode ser feita através de um conciliador. No caso de conflito entre associado e cliente, que normalmente acontece em virtude da inadimplência, o diálogo pode ser estabelecido através da CDL, que oferece o seu serviço ao associado para que este não tenha que passar pelo desgaste de um processo judiciário.

 

 

Ao se levar um conflito com um vizinho ou parente, por exemplo, ao judiciário não é possível afirmar que aquela relação terá continuidade depois do final do processo. O vizinho continuará sendo vizinho, o parente continuará sendo parente, mas tudo por força da situação. A relação de troca e algo além do “apenas meu parente” não permanecerá a mesma. O mesmo pode-se dizer quando o conflito acontece entre empresa e cliente. Um “fim litigioso” certamente levará à perda do cliente em questão.

 


Aí que a conciliação entra como tentativa de resolver o conflito de maneira consensual e sem que haja a necessidade de um processo judicial. Além da morosidade do mesmo, que pode se arrastar por anos a fio, o desgaste da relação entre fornecedor e cliente pode ser tamanho que a relação estará fadada ao fim. Em tempos instáveis, quem é que pode se dar ao luxo de perder um cliente?

 

 

Satisfação para quem?


O foco nas posições e posturas ao invés do foco nos reais interesses é que leva a um resultado nem sempre satisfatório. Ganhar um processo não traria somente consequências positivas. Imagine um conflito entre uma empresa e um empregado. Uma saída amigável, mediante um consenso entre ambas as partes, poderia transformá-lo em um verdadeiro “embaixador” da marca da empresa. Enquanto uma saída dura e por meio de processo pode transformar esse funcionário em um crítico negativo da mesma. Ganha-se o processo, mas a custo de que?

 

 

Isso tudo não foi para dizer que um processo judicial não serve para dar soluções apropriadas aos conflitos. Existem situações em que essa é realmente a única saída. A ideia é parar, respirar e enxergar a situação de longe, com olhos mais calmos para encontrar métodos alternativos, menos dolorosos e que, efetivamente, tragam satisfação aos envolvidos.

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